Lacrimosa PT - lacrimosapt@mail.com
Friday, December 29, 2006
 
Antepenúltimo dia do Ano...

E para que "my little blog" soubesse que eu não o esqueci, ou como se diz "à beira" do novo ano, eskeci... aqui (aki) estou eu a escrever (postar)...

Desejo o teu corpo, e a tua alma;
O prazer que te dou, e tu me dás;
Quero-te com força, prolongadamente;
Num incessante turbilhão de sensações.

E pronto... são os meus desejos para 2007...

Bom ano!
Alfides

Wednesday, November 15, 2006
 
Mulher poema.

Preciso de estar mais ligado às artes.
E preciso de me ligar mais ao amor.

Será que preciso de ti?
Mulher poema.

Artes virtutis sunt magistrae.

Até breve,
Alfides

Monday, October 30, 2006
 
Tu...

Sabes quem eu sou?
Aquele que adora o teu cheiro.

Vivo com o desejo de viver-te.
Sonho contigo.

És luz. És céu e mar.
És a praia e o campo.

És...


Alfides

Wednesday, October 25, 2006
 
Ainda assim, há males que o tempo não resolve...

Há que tempos, não é?...

E porquê desta vez? - podeis perguntar-me.
Porque sou atingido por dardejantes e enebriantes moléculas do seu perfume que agora se espalham pelo ar que eu respiro.

E as cascatas podem ser feitas de cabelos que brilham a cada movimento.
E os olhos podem transmitir ternura e paixão. Desejo.
E a música da voz.
E...

C'est la vie...

Alfides

Monday, April 17, 2006
 
Memória isolada

No tempo e no espaço.
Céu azul riscado por nuvem branca. Cirro.

E assim o barco estava suspenso.
Sem vento, onda, corrente.
Sem se mover.
Suspenso como se estivesse a flutuar.
Naquela tarde sem vento.
Naquele estuário sem ondas.
Naquele braço de mar sem corrente.

Por isso a nuvem também estava parada.
A corrente do ferro afundava no mar, como colher de criança que afunda em gelado.
Mar denso de estar parado.
Água que parece pesada.
E o barco parado.
E eu a olhar.
Parado também naquela tarde.

Pescadores ocasionalmente passavam.
Mestres na sua arte de trazer o peixe à tona da água.
As ameijoas à superfície da terra.
De arrancarem os mexilhões das rochas e dos pontões de amarração de navios.
De arrancarem os mexilhões que as bravas ondas do mar não conseguiram.

Esteiras dos barcos de pesca que servem de reflexo à nuvem.

Já viram algo mais belo?...

Alfides

Monday, February 20, 2006
 
Um mês

Há um mês que não escrevia aqui.
Estou a ler "As intermitências da Morte! (porque será que o título trás "morte" com letra maiúscula, se é apenas aquela morte dos humanos que está intermitente?...)

Próximo fim de semana. Viagem de avião, com escala. Já tenho as mãos frias.

Hoje foi dia inteiro agarrado às papeladas. Facturas, recibos, ordens de pagamento, carimbos, selos brancos, agrafadores, furadores, e outros instrumentos de tortura que tais.

Há mais de três anos que escrevo por aqui. E o meu único leitor continua fiel. Abraço amigo, amigo!

Até breve,
Alfides

Friday, January 20, 2006
 
É este fim de semana

Aceitam-se apostas!

Populus maior imperatore.

Inté...
Alfides

Thursday, January 12, 2006
 
O novo ano. As eleições. Algo mais...


Novo ano. Novo email.
Desejos renovados de escrever neste espaço.

Nas próximas eleições, de dia 22 de Janeiro, vou votar em Manuel Alegre.
Considero-me de direita. Não aprovo o socialismo. Sou filiado (talvez um erro) no PSD. Assim, mais imparcialidade em termos politico-partidários era difícil, talvez, só mesmo se fosse socialista! (não os gramo mesmo...)

A economia não é causa de nada. É consequência. Das nossas falhas de cidadania. Das nossas falhas educacionais. Das nossas falhas culturais. Das nossas falhas sociais.

A economia, tal como a matemática, é ferramenta, sendo a primeira também barómetro de uma realidade. A economia reflecte a sociedade. Triste sociedade que vive em função de um déficit ou de uns pontos percentuais. Não se altera a economia tentado modificar a mesma. A economia altera-se, se alterarmos a nossa produtividade, o nosso know-how, os nossos gostos, as nossas conversas no café, os jornais que lemos, os livros que não lemos, as musicas que ouvimos, as escolas que frequentamos, os locais onde passamos as férias, o que comemos, o que bebemos, o que exigimos para nós próprios. Assim se altera a economia. Assim, melhoramos. E a economia, para quem quiser saber dela... também melhorará certamente.

Porque há sempre alguém que resiste.

Saudações,
Alfides

Thursday, November 17, 2005
 
Primeiro esboço de poema


Mesa dura em que choro,
levanto-me e vou para o quarto.
Demónios da noite me invadem,
sofro com o grito


O frio do tempo que já foi,
regressa e me mata assim,
o frio da solidão que leva,
a alma de dentro de mim.


Em ti procuro calor,
procuro o que me falta,
não vejo o teu olhar,
não sinto


A tormenta não é do céu,
meu coração não sabe viver,


Alfides

Wednesday, October 26, 2005
 



Gosto de te ver assim,
quando chegas a casa,
acendes a luz, e o stereo,
a musica invade a sala,
a madeira, os tapetes e os cortinados,
impedem que as notas musicais,
entrem em exagerados reflexos.

Gosto de te ver assim,
a vestires uma roupa lavada e cheirosa,
enquanto a luz suave de uma vela,
se soma à suave luz da sala,
e o som já encheu a casa.

Miles Davis, Armstrong, ou Beethoven,
no ar,
afagam as capas de livros clássicos e contemporâneos,
dispostos num ordenado caos na mesa da sala de estar.

Pensas em acender a lareira,
mas sabes que ainda está muito calor para tal,
tens saudade do cheiro e dos estalidos,
das castanhas e da lenha.

O cheiro que vem da cozinha mistura-se com a musica.

Gosto de ver o tremeluzir das sombras na parede,
projectadas pela vela que teimosamente se impõe ao passar do tempo,
fixada não na realidade pragmática,
mas no âmago da Humanidade.

Gosto de cozinhar para ti.
Enquanto te oiço a tocar piano.
Violino. Flauta. Guitarra.
Ou simplesmente quando te oiço a ler.


Quando estarás disponível para aparecer na minha vida...?

Alfides

Wednesday, October 12, 2005
 
It's raining rain...


Em inglês realmente soa a estúpido, mas musicalmente é melhor do que raining water... enfim aleluia...

É o que dá, em apetecer-me dizer algo, mas não ter assunto qualquer importante para referir.

Marquei ontem à noite hotel, na sede do único concelho CDS-PP do País: Ponte de Lima. Nem pelo Campelo, nem pelo Limiano, nem sequer pelo Azeite. Dia 5 de Novembro inicia-se em Sanxenxo (perto de Vigo) a próxima edição da Volvo Ocean Race. E eu quero ir ver a largada... com lamentos de não ir embarcado... à volta do mundo... com perigos e alegrias... solidão e confusão... frio polar e calor equatorial... mares calmos e tempestuosos... risco de vida e alegria de viver...

Bons ventos... it's raining wind... aleluia...

Alfides

Tuesday, October 11, 2005
 
Ventos...


Ouço as rajadas de vento a baterem na janela... Deve ser o Vince... aquele furacão que se perdeu a meio do Atlântico...

Apetecia-me estar a fazer vela, nesta costa do Algarve, num barco pesado e estável. De preferência de madeira, para sentir o ranger das tábuas, a água bater no costado, e as refregas a esforçarem o aparelho...

Bons ventos...
Alfides

Monday, October 10, 2005
 
Correcção!

Afinal a rapariga (ver texto de 26 de Setembro... sim... esse da Monday...) sem(?) bra mas certamente com wonders não é do Norte, mas sim da Capital do Império...

Fica a correcção. Errare humanum est.

Até à próxima,
Alfides

 
A solidão do candidato a autarca...

O tumbler foi pousado na pequena mesa circular de madeira escura após o último gole de Whisky de puro malte. Quase seis da tarde. A inexistência de gelo no copo, mostrava que à bebida tinha sido dado o tempo necessário para que esta oferecesse todo o seu aroma. A mistura de sabores e cheiros que o destilado guardava em sí, e mais do que tudo o resto, apenas entregava na totalidade a quem realmente a ele dispusesse do seu tempo. O político inspirava, em cada ciclo respiratório, grande quantidades de ar. O oxigénio alimentava-lhe o corpo, combatendo o cansaço que haviam sido as últimas semanas. Sabia que dentro de momentos teria de se ir encontrar com a sua comissão de candidatura. Aquelas informações que muito valem, mas apenas no momento. Quando as urnas fossem abertas (e não fechadas... como ele se ria por dentro sempre que os jornalistas diziam "as urnas fecham às..."), nesses segundos que precisam ser minutos, os contactos telefónicos multiplicar-se-iam, dúvidas e certezas iriam criar-se e dissipar-se a uma cadência esquizofrénica. Seria a procura dos resultados, com base nas informações daqueles que ansiosamente agurdavam poder ler as folhas que seriam afixadas nas portas das escolas, câmaras e juntas onde funcionavam as mesas de voto, e que trariam à luz, peça-a-peça do puzzle, a imagem cada vez mais definida do vencedor. Ele sabia que teria de disfarçar um pouco. Sabia que não estava tão ansioso como supostamente o deveria. Apesar de serem umas eleições disputadas, com muitos quilómetros percorridos pelo concelho e apertos de mão firmes, mas incertos na resposta, ele não se sentia particularmente nervoso. Voltou a abraçar a gravata em torno do pescoço, que tal como o tronco de uma árvore de algum porte, já mostrava o enrrugado do tempo, ajeitou-a e colocou o casaco azul escuro. Empurrou a porta do escritório da sua residência, levando as chaves do carro na mão esquerda. Beijou a mulher e os filhos, e de casa saiu tranquilamente.

um abraço,
Alfides

Tuesday, September 27, 2005
 
Convite

Fui ontem amavelmente convidado para almoçar hoje com o Dr. Marques Mendes.
Visto que duvido muito de que ele saiba quem eu sou, recusei por razões profissionais: tenho muitos teste para ver (por acaso até já os ví, apenas falta preparar a pauta)!
Ele há males que vêm por bem...

Até à próxima...
Alfides

Monday, September 26, 2005
 
Um sorriso...

Não é habitual que eu faça referências neste espaço a outros Blog's.

Já há muito que não escrevia. Por vezes, assistir à tragédia do afundamento do País onde nascemos, digamos que, nos retira a inspiração.

Por causa do Hip-Hop e de outras más Companhias, descobri o Sem Wonderbra, que pelos visto mostra o que é, e, dado que também é sem silicone pelo menos sabe a natural, o que nos tempos que correm já é um bom princípio para ser bom... Não se esqueça o meu único e fiel leitor, de que eu sou Algarvio, e por isso, conheço perfeitamente a horrível transmutação que sofrem as esbeltas inglesas entre a noite nos bares de Vale-do-Lobo e o dia seguinte nas areias da praia que partilha o mesmo nome de resort...

Bem, tudo isto para dizer que li algo que me deu vontade de voltar a escrever. O Blog Sem-Wonderbra. sem-wonderbra.blogspot.com

Alguém que comigo partilha a revolta/incredibilidade sobre o que se passa à nossa volta. E que creio, detesta tanto quanto eu o politicamente correcto, embora com mais palavrões... bem... ou não fosse uma mulher do norte...


Até muito em breve,
Alfides

Thursday, July 28, 2005
 
Ver e observar...

Miserias properant suas audire miseri.
Um sol que é igual para todos, menos para os que não o é.

Continuamos numa viagem pelo vazio do espaço. Numa nave rotativa, translativa, e bela.
Perdemo-nos no meio de nós.
Olhemos o belo. A arte. Arte magistra. Pois artes virtutis sunt magistrae.

Amemos as formas angulosas de um pedaço de calcáreo britado, que floresce do negro alcatrão de uma estrada. Percamo-nos nos seus ângulos e brilhos quartziticos. Lembro-nos que existe há milhões de anos. Surpreendamo-nos com a sua palidez no seio escuro e profundo do asfalto.

Opus naturae, opus intellegentiae non errantis.

Até breve,
Alfides

Wednesday, June 29, 2005
 
Campo...

As pedras percorridas e lambuzadas pelo sol e água do rio,
As folhas dobradas pelo vento,
O andar de quem anda pelos campos.

Imagens.

Outras, de um Portugal seco e parado. Ontem a caminho de Serpa.
Campos secos e muitos em que não valeu a pena colher.
Animais magros.
Armazéns meio destruídos. Outros alugados, meio vazios.

O alqueva já devia ter sido uma realidade há muito mais tempo. Talvez.

As gravuras não "sabiam" nadar. Agora já não faz mal. Já não há água.

Inté...
Alfides

Wednesday, June 22, 2005
 
Visões...

Arrastões, tiros, manifestações, greves, grafittis e (insuportáveis) tags... Viva o 25 de Abril, Viva Portugal.

Que mau que estou (sou). Nada disto queria dizer. É só.. quer dizer... apenas.. um lamento, ausente e presente, é um pouco de pena por isto ser assim. Agostinho da Silva definia saudade como sendo "o lamento de uma ausência"... é assim então, uma asaudade... é o lamentar da presença destas coisas indiscutivelmente más. Dos assaltos, da tristeza, do inconformismo, da miséria, das assimetrias, da falta-de-vergonha, da falta-de-valores, enfim...

Ontem à noite estive no mar, o reflexo da lua permitia ver as boias dos pescadores... visões que nos sossegam...

Vita hominis brevis: ideo honesta mors est immortalitas.

Até uma próxima vez...
Alfides

Wednesday, May 25, 2005
 
Sunset e ar-condicionado

No presente sem fim do futuro,
procuro, procuro.

E fico assim, a procurar...

Alfides

Monday, February 21, 2005
 
O olhar para trás no tempo...

A estreita rua de calçada de pedras paralelipipédicas. Meio da cidade. Pequenas casas brancas, em que algumas das quais o alumínio ainda não venceu a madeira nas caixilharias. Gatos e cães. Relva. Flores. Pequenos jardins cuidados. População essencialmente reformada. Classe média reformada. Automóveis por baixo de telheiros. Já com uns anos, mas impcavelmente cuidados. As mulheres a irem regar as plantas com um jarro de água. Os homens a regressarem a casa com o jornal diário.

Eu antes quase desprezava esta imagem, e outras que tais. Considerava que as pessoas se tinham acomodado. Haviam desistido de si. De se imporem.

Escrevo este Post em resposta aos resultados eleitorais de ontem.

Cada mais vejo compreendo, simpatizo, e me insiro nesse grupo (bem, pelo menos, se não na forma, no conteúdo).

A esquerda ganhou. Os valores associados à justiça, à recompensa social pelo trabalho, ao cumprir das espectativas ficam seriamente abalados. É muito grave, que se considere um partido político como o CDS-PP (que nem sequer é o "meu"), como sendo um partido de extrema direita, ou fascista (que os há... basta ver as listas para as legislativas), e ao mesmo tempo se considere o Bloco de Esquerda um partido "bonitinho". É a extrema-esquerda.

Compreendo assim aqueles, que fazem a sua vida virados para sí e para os seus, fazendo também por ignorar aquilo de que não querem fazer parte. Aqueles que evoluem, para sí, quer seja fazendo crescer um pequeno jardim, quer seja ouvindo uma ópera ou lendo um bom livro de literatura sentados num confortável sofá que não é de design.

Enquanto vivermos no país do politicamente e socialmente correcto, não podemos esperar por milagres...

Até à próxima...
Alfides

Wednesday, January 26, 2005
 
O Fax

Um FAX que não chega. A máquina parece estar a funcionar correctamente. E a voz do outro lado da linha telefónica, bastantes minutos antes, mostrava tanta urgência e desejos de enviar o dito FAX. Eis que o telefone toca. O FAX ainda não foi enviado porque a impressora avariou, e o Miguel anda de volta dela a tentar arranja-la. A voz, pede-me, por favor, para que eu não me vá embora antes de receber o FAX.

Porque diabo não usaram o e-mail?...

Até amanhã, que eu quero fugir antes do FAX chegar...

Entretanto, enquanto eu escrevia estas linhas, o FAX chegou, e o telefone tocou. A mesma voz. A paginação saiu trocada e as folhas que eram mais importantes não chegaram! Volta a imprimir!!! Volta a enviar!!!

Desta é que é!

Até amanhã!

Tuesday, January 25, 2005
 
Sociedade.

Existências que não se conhecem,
Que nas ruas se cumprimentam.
Patamares tresapassados pelos elevadores sociais,
Mas cujas portas não se abrem.

Movimento-me na incerteza da procura.
Da procura da minha casa.
Os meus vizinhos,
não são aqueles que moram perto de mim.

Onde estais vós meus amigos?
As nossas existências partilham a mesma alma.

Monday, January 24, 2005
 
On the road again...

Coisas boas:

Um chá;
Um livro;
O pôr-do-sol;
O mar;
A madeira;
Um vagaroso vinho tinto;
Um passeio a pé pelo campo;
Uma flor;
Um sorriso;
O pisar da areia da praia;
Uma ópera;
As estrelas;
Um chocolate;
Uma vela.

Com estas poucas peças de puzzle, construam momentos bons. Sejam felizes!

Até amanhã,

Tuesday, November 09, 2004
 
Ser feliz...

Na definição de uma amiga: É ser livre... É amar... É sorrir...
É como me sinto: Livre... apaixonado... alegre...

Até breve,

Friday, October 29, 2004
 
Amor e Chá...

Fiz amor com ela esta noite. E novamente pela manhã.
Tomámos banho juntos. Multiplicámos carícias enquanto espalhávamos um gel de banho com agradável aroma.
Almoçámos juntos, num restaurante com vista para a Ria Formosa e para o mar, este lá ao fundo, antes de nos despedirmos, até à noite, quando nos reencontraremos.
Terminei à pouco de saborear uma delícia de chocolate e passas. Uma espécie de pão-de-ló individual com raspas de chocolate semi-derretidas e passas. Juntamente com um divinal chá importado da russia. Numa bonita pastelaria.

Também existem dias assim.

Non in solo pane vivit homo.

Bom fim-de-semana...

Wednesday, October 27, 2004
 
Tem mesmo que ter título...

Vento forte no exterior. Oiço o seu som. Poderoso. Forte. Intempestivo.

Mar quente e denso. Pesado por unidade de volume. Com cheiro a mar. Cinzento.
Deixa-me entrar em ti. Leva-me pesadamente na tua corrente.
Num misto de flutuação e imersão, transporta-me.
Leva-me para longe. Para além do horizonte. Para aquém de ti e de Deus.

Deixa que os meus pulmões respirem aquilo que te compõe.
Quente e confortável, num afogamento delicioso. Tranquilo e sereno.
Num afogamento em que o coração bata cada vez mais lentamente, sem sobressaltos.
Leva-me para ti.

Au revoir.

Tuesday, October 26, 2004
 
O dia depois do ontem.

O Hoje, é o dia depois do ontem.
O Hoje, é um dia que nasceu diferente. Como a luz que atravessa o vidro deformado pelo passar dos muitos anos, que permite a luz entrar numa igreja.

O Hoje, é o dia, depois do dia em que a amei.

O Hoje, é um dia diferente...

Até à próxima.

Differ; habent parvae commoda magna morae.

Friday, October 01, 2004
 
Sono. Sonho.


O sono.
O Sonho.

O primeiro leva ao segundo, que, pode ou não, despertar-nos. Livrar-nos do primeiro. O sonho pode dar importância ao sono. Pode fazê-lo ser doloroso, terrivel, algo de que nos queiramos livrar. Ou o contrário. Pode adocica-lo. Aquece-lo. O sonho pode dar-nos o desejo de que o sono não termine, apenas, para que se possa sonhar. Que não queiramos acordar.

O sonho, é assim, a substância espiritual do sono. Como a alma o é do corpo.

Somniat ea quae vigilans voluit.

Durmam bem... e tenham sonhos agradáveis...

Thursday, September 30, 2004
 
'Adagio for Strings'.

A cada nota, a cada som,
o teu olhar cai sobre mim.
Movimentas-te e sorris.
Doce, e pura, e trágica,
como a musica que invade o ar.


Wednesday, September 29, 2004
 
Pouca importância...

Obrigado carissimo e único leitor.
A vantagem de um blog de pouca importância, é essa mesma.
Serve apenas para mim e para ti.

Oiço "November Rain" dos "Guns 'n Roses"...

Será que a amo?

Au revoir...


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